À primeira vista poderia parecer uma simples visita de
cortesia, mas não era. A chegada daquela pessoa à residência de uma família católica
foi cuidadosamente planejada. Tal pessoa veio pedir ajuda de uma ex-aluna sua,
católica, para interceder junto ao Padre da paróquia local, para que a
recebesse de volta na igreja, e mais, permitisse que participasse da
Eucaristia.
“Que bom, a senhora vai se converter” – disse a ex-aluna, ao
que recebeu como resposta: “não, eu estou seguindo orientação do Trigueirinho
que nos mandou frequentar a igreja católica e participarmos da Eucaristia, pois
segundo os mentores espirituais, isso é de vital importância para nós”.
Meus amigos, a narrativa acima não é uma ficção, aconteceu e
foi me relatado pela ex-aluna da tal mulher. A mulher que a visitou, sua ex-professora é membra da comunidade
figueira, criada em 1987 no sul de Minas Gerais pelo autodenominado filósofo, escritor
e palestrante, José Trigueirinho Netto.
Segundo Trigueirinho, a comunidade figueira é uma associação
sem fins econômicos, de caráter filosófico-cultural, humanitário, ambiental e
beneficente. Seu objetivo é possibilitar condições de expressão e
desenvolvimento aos que aspiram à paz e ao convívio fraterno. Dedica-se à
evolução universal, sem vínculos com doutrinas, seitas ou religiões. Aprofunda
a busca de um novo estado de consciência na vida grupal e nas ações abnegadas
por meio de estudos, retiros, oração e serviço altruísta.
Tudo muito bonito de ler. A realidade, porém é mais perigosa
e nociva, trata-se de uma típica organização da nova era que mistura
ingredientes de várias seitas, para assim cair no gosto e arrebanhar novos
seguidores, e por que não dizer, financiadores.
A comunidade figueira, comandada pelo senhor Trigueirinho,
guia-se por mensagens de seres desencarnados, acreditam dentre outras coisas,
na existência e influência sobre a terra de seres extraterrestres, com os quais
afirmam se comunicar.
Por tudo o que já ouvi desta seita, me preocupa agora esta
ordem dada pelo seu líder, que seus membros de todos os cantos do país comecem
a frequentar a igreja católica e a participarem da Santa Ceia. Isso me cheira a
infiltração, vão começar a introduzir seus membros aos poucos até poderem
exercer influência. Querem influenciar os membros de uma organização
permissiva, que não exige uma fidelidade dos seus membros, hoje em dia veem-se
católicos frequentando de tudo, centros espíritas, templos budistas, terreiros
de umbanda, etc...
A igreja católica é terreno fértil, desprotegido e poderá
ser facilmente dominado pelos “extraterrestres” de figueira. Cuidado meus
irmãos católicos, abram o olho!
Carlos Almeida